6.12.06

Para que servem os dicionários? Qual sua utilidade?
(Transcrito do site: http://www.klickeducacao.com.br )
Fonte de informação de uso freqüente e generalizado, o dicionário é extremamente útil. É a primeira obra de consulta a que recorremos para saber o significado de uma palavra, para checar sua ortografia e para conferir sua pronúncia exata ou sua categoria gramatical
Consulta ao dicionário enciclopédico
No dicionário enciclopédico é possível encontrar informações sobre os principais assuntos científicos, humanísticos e artísticos e também sobre a vida dos mais ilustres personagens das ciências e das artes, tudo organizado por ordem alfabética. Nomes de pessoas devem ser procurados pelo último sobrenome conhecido. Exemplo: Fernando Pessoa deve estar no verbete Pessoa, Fernando. No caso de pseudônimos, como Molière (Jean-Baptiste Poquelin), deve-se procurar pelo pseudônimo. Na lombada de cada volume existe geralmente a primeira e a última palavra tratada em cada tomo.
Alguns elementos permitem localizar a informação que procuramos num livro:
Sumário ou índice geral, em que estão indicados os capítulos e subtítulos do livro, pela ordem em que aparecem
Prólogo ou introdução, com dados e comentários sobre o autor e a obra. Às vezes convém ler o prólogo após a leitura do livro, para evitar que a opinião do comentarista influencie demasiadamente a nossa
Índices (temático, de autores, de topônimos, de ilustrações). Geralmente eles se encontram no final do livro e permitem localizar alfabeticamente aquilo que procuramos, dando indicação da página
Bibliografia, também ordenada alfabeticamente, indica outros textos em que o assunto foi tratado
1. Definição
O dicionário é uma obra que reúne por ordem alfabética e explica, de maneira ordenada, o conjunto de vocábulos de uma língua ou os termos próprios de uma ciência ou arte. Há também dicionários que explicitam o significado das palavras e a sua correspondência em outros idiomas. Esses livros especiais classificam-se de acordo com seus objetivos didáticos e finalidades a que se propõem.
2. Origens dos dicionários
Os dicionários existem desde os tempos antigos. Os gregos e romanos já recorriam a eles para solucionar dúvidas e esclarecer termos e conceitos. Esses primeiros dicionários não eram organizados alfabeticamente. Apenas reuniam definições de conteúdos lingüísticos ou literários. Só no final da Idade Média foi que começaram a aparecer dicionários e glossários organizados alfabeticamente. Quando as glosas desses manuscritos latinos ficaram muito numerosas, os monges passaram a ordená-las alfabeticamente para facilitar sua localização. Nasceu aí uma primeira tentativa de dicionário bilíngüe latim-vernáculo. A invenção da imprensa, no século XV, deu novo impulso à difusão e ao uso dos dicionários.
3. Variedade
Há diferentes tipos de dicionário. Entre os mais comuns destacam-se:
Dicionários gerais da língua: em versão extensa ou adaptada a usos escolares. Contêm um grande número de palavras, definidas em suas várias acepções ou significados.
Dicionários etimológicos: trazem a origem de cada palavra, sua formação e evolução.
Dicionários de sinônimos e antônimos: definem o significado das palavras, apresentando as que são equivalentes ou afins –palavras sinônimas – e as de significados opostos – palavras antônimas.
Dicionários analógicos: reúnem as palavras por campos semânticos, ou por analogia a uma idéia. Não costumam ser organizados por ordem alfabética.
Dicionários temáticos: reúnem o vocabulário específico de determinada ciência, arte ou atividade técnica: Dicionário de Comunicação, de Astronomia e Astronáutica.
Dicionários de abreviaturas: muito úteis, facilitam a comunicação, principalmente nesta época repleta de abreviaturas e siglas.
Dicionários bilíngües ou plurilíngües: explicam o significado dos vocábulos estrangeiros e sua correspondência com os vocábulos nativos. Há outros tipos de dicionário, que atendem às mais diversas finalidades: de dúvidas e dificuldades de uma língua, de frases feitas, de provérbios.
Os dicionários no BrasilO Vocabulário Português, de Raphael Bluteau, lançado entre 1712 e 1728, é considerado a primeira tentativa bem-sucedida de edição de um dicionário da língua portuguesa. Entre os pioneiros destaca-se, porém, o Dicionário da Língua Portuguesa, de Antônio Moraes Silva. Publicado em Lisboa, em 1789, é reconhecido como o melhor e o mais completo dicionário da língua. A segunda edição desse Dicionário, enriquecida e publicada em 1813, é considerada a produção definitiva de Moraes Silva.
Entre os dicionaristas de produção mais recente sobressaem: Francisco Caldas Aulete (1823-1878), autor do Dicionário Caldas Aulete; Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925), que escreveu Lições de Filologia Portuguesa; José Rodrigues Leite e Oiticica (1882-1957), autor de Estudos de Fonologia. Na segunda metade do século XX, destaca-se o trabalho de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989), que lançou a primeira edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa em 1975. A segunda edição revisada e ampliada é de 1986. A grande difusão dessa obra popularizou tanto o autor que seu nome tornou-se sinônimo de dicionário: Você me empresta um aurélio?
5. Organização dos dicionários
Remissões: em algumas palavras aparece ao final um V, abreviatura de Ver Também, que remete o leitor a outra palavra do dicionário.
Etimologia: origem da palavra, vem normalmente entre parênteses.
Significados especiais: são aqueles relativos às linguagens específicas.
Verbete: conjunto de informações, acepções e exemplos que dizem respeito a um vocábulo.
Acepções: cada palavra tem vários ou diferentes significados, as chamadas acepções. Elas especificam-se conforme a ordem escolhida em cada dicionário: a partir das acepções mais antigas ou por sua importância e uso mais freqüente. Pequenos números separam os diversos significados.
Categoria gramatical ou morfologia: aparece sempre abreviada.
Alguns exemplos de línguas especiais
Linguagem jurídica e administrativa
O campo do direito é muito amplo. Existe o direito civil, o penal, o administrativo, o mercantil, o canônico, o processual, entre outros. Essa diversificação resulta em um vocabulário muito variado e específico:
Características da linguagem jurídica
-Objetividade: é extremamente importante, pois a subjetividade dificultaria sua função social
-Amplitude: é necessário legislar para todos os cidadãos
-Clareza e concisão: ela precisa ser compreendida por todos os interlocutores
Terminologia jurídica e administrativa

Palavras obtidas da linguagem cotidiana: extrajudicial, decreto-lei
Palavras e expressões latinas: ab initio (desde o princípio); ipso facto (por isso mesmo); usufruto
Termos arcaicos: débito (em vez de dívida)
Fórmulas: em virtude do acordado...
Abundância de apartes e citações
Linguagem bancária
O sistema bancário, dedicado a negociar dinheiro e realizar outras operações comerciais e financeiras, tem um léxico próprio:
Léxico bancário
-Investimento: aplicação de capitais em títulos
Crédito: empréstimo de dinheiro
Juros: valor pago pelo empréstimo recebido
CDB: Certificado de Depósito Bancário Linguagem da informática
A informática é um campo de atividade que se ocupa do tratamento da informação em um meio físico automatizado, o computador. Sua linguagem, bastante específica, vem-se incorporando com rapidez à língua cotidiana:
Léxico da informática
Computador: aparelho eletrônico de processamento de dados
Hardware: conjunto de componentes físicos do computador
Software: conjunto de programas do computador
Programa: conjunto de instruções de uma linguagem de computador que permite solucionar um tipo determinado de problema
Caracteres: símbolos utilizados para escrever dados e programas
Bit: é o menor elemento de armazenamento de informação
Byte: é a unidade mínima que representa um caractere ou número composto por 8 bits
Programa-fonte: programa escrito pelo programador em linguagem simbólica: Assembler, Cobol, Fortran, Basic
Entradas: dados e programas que podem ser colocados no computador
Saídas: informação que o computador pode nos dar depois de processar os dados
Memória: dois tipos de memória: ROM (Read Only Memory) – armazena a informação que controla o funcionamento do computador – e RAM (Random Access Memory) – pode-se ler e atualizar a informação por meio dos programas instalados no computador Linguagem do cinema e da teledramaturgia
Os métodos e técnicas empregados no cinema e na teledramaturgia possuem uma linguagem variada e bastante característica:
Léxico do cinema e da teledramaturgia

Tema e argumento: mensagem do filme, apresentada em seqüências e cenas
Roteiro cinematográfico: apresenta os diálogos, situações dos personagens, movimentos das câmeras, planos, iluminação e sons
Planos:
Grande plano geral (GPG) – enquadramento geral da paisagem
Plano geral (PG) – apresentação dos personagens no local da ação
Primeiro plano (PP) – a câmera destaca apenas uma parte do assunto; no caso de personagens, enquadra somente ou rosto ou as mãos
Primeiríssimo plano (PPP) – tomada bem próxima, isolando um detalhe. Também chamado plano de detalhe
Plano americano – enquadramento dos personagens a meio-corpo; utilizado nos diálogos
Pausas dramáticas: fundido em preto (a câmera se fecha numa mancha preta para passar de uma seqüência a outra), encadeamento (junção de cenas) e corte (separação de duas cenas)
Ângulo da câmera: posição da câmera em relação ao tema
Linguagem publicitária
Tem por objetivo informar o público consumidor sobre as características e utilidades de um determinado produto, com o objetivo de induzi-lo ao consumo. Além dos cartazes e folhetos, que são seus meios próprios, a imprensa, o rádio e a televisão são os canais de divulgação privilegiados dessa linguagem:
Características da linguagem publicitária
A mensagem publicitária deve ser:

Visível: para tanto lança mão das fotografias, do jogo de cores, da variedade de letras e símbolos
Fácil de lembrar: por meio de jogos de palavras e slogans fáceis de memorizar
Legível
Impactante Polissemia
A polissemia (de poli = muitos; semia = significado) é o fenômeno pelo qual uma palavra vai adquirindo vários significados. Estes, em geral, têm algo em comum. A cada um deles dá-se o nome de acepção:
A cabeça une-se ao tronco pelo pescoço.
Ele é o cabeça da rebelião.
Sabrina tem boa cabeça.
Origem da polissemia
São muitos os fatores que possibilitam a polissemia.
A metáfora, pela qual a palavra ganha outro significado devido a uma relação de semelhança: o pé da mesa, o pé da montanha
(por sua semelhança com o pé humano)
A metonímia, pela qual a palavra adquire outro significado devido a uma relação de implicância: o lanterninha do cinema
(o funcionário usa uma lanterninha)
A passagem de um termo da linguagem específica para a linguagem comum: parênteses
(sinal de pontuação)
colocar parênteses nesta explicação
(interrupção)
A passagem de um termo da linguagem comum para a linguagem específica: Veja esta pilha de papel.
(reunião de objetos superpostos)
O carrinho é movido a pilha.
(gerador de corrente elétrica)

A polissemia possibilita que se tenha, com um pequeno número de palavras, um grande número de significados. Mas favorece riscos também, como o de ambigüidade e o de imprecisão. Se o contexto não for suficiente para determinar o significado da palavra, é bem melhor trocá-la por outra de significado mais definido: Marcos é uma pessoa difícil.
A frase é muito vaga porque a palavra difícil sugere várias interpretações, como irritadiço, tímido ou ocupado. Nesse caso, o melhor é usar outra palavra. No entanto, se for preciso manter a original, é aconselhável contextualizá-la:
Marcos é uma pessoa difícil: não come enlatados, detesta congelados e não admite comida requentada.
Morfologia
A Morfologia estuda:
A estrutura e formação das palavras (morfemas, processos de formação).
As flexões (gênero, número, pessoa, tempo e modo) das palavras.
A classificação (análise morfológica) das palavras.
6. Uso dos dicionários
Todo dicionário tem sua organização e suas finalidades explicadas em um prólogo. É importante lê-las para saber como aproveitar todas as possibilidades da obra. Embora as informações sobre a língua em seu conjunto sejam objeto dos dicionários gerais – de palavras e enciclopédicos –, vários dicionários especializados podem trazer um enfoque lingüístico (dicionários de sinônimos, analógicos, etimológicos) ou enciclopédico (dicionários de psicologia, de informática, de cinema, de literatura). Os dicionários, além disso, geralmente trazem como apêndice, no começo ou no final, uma lista das abreviaturas utilizadas e dos sinais de pontuação específicos. Conhecê-los também facilita o manuseio.
7. Funções dos dicionários gerais
Suas principais funções são:
Definir o significado das palavras e sua representação ortográfica.
Informar a etimologia das palavras, explicando se elas se originam do latim, do grego, do árabe, de alguma outra língua antiga ou se é o caso de empréstimo de alguma língua estrangeira moderna.
Informar a categoria gramatical da palavra (substantivo, verbo, pronome etc.) e outros aspectos gramaticais (gênero, número).
Auxiliar, como instrumento de estudo de uma língua estrangeira.
Ajudar a uniformizar e manter a unidade da língua. Classes de palavras (análise morfológica)
A morfologia da língua portuguesa identifica tradicionalmente 10 classes de palavras:
Substantivo
Verbo
Adjetivo
Pronome
Numeral
Artigo
Advérbio
Preposição
Conjunção
Interjeição

Desmascarando PAULO COELHO...

AS "PÉROLAS" DE PAULO COELHO

(Prof. J. Milton Gonçalves * )
Extraídas do livro "O Alquimista" (159ª. edição — Ed. Rocco)

O mago da literatura brasileira e seus esdrúxulos erros de português.
"Tratado a tapas e pontapés, nosso idioma ainda é mistério para muitos — mesmo para os que vivem dele!" (Josué Machado)
O escritor Paulo Coelho, que diz já ter encontrado sua pedra filosofal, precisa urgentemente encontrar uma boa gramática, um bom dicionário, e, se preferir — é claro! — uma pitada de mundrunga para resolver sua deficiência vernácula.
Numa entrevista à revista Playboy , o rei dos "best-sellers" disse que consegue separar nuvens com a força da mente, parar o tempo, fazer chover e até ficar invisível (entre outras coisas fantasmagóricas). Se nosso mago literário tem tantos poderes assim, bem que poderia invocar os espíritos dos grandes escritores brasileiros para expressar suas idéias, sem maltratar tanto o nosso idioma.
Encontram-se, aqui, apenas algumas "pérolas" extraídas do seu famoso livro O ALQUIMISTA publicado pela Editora Rocco, edição de número 159. É isto mesmo: centésima qüinquagésima nona edição. Sinto um extraordinário dó pelos leitores da primeira edição:

1. "Lembrou-se da espada — foi um preço caro contemplá-la um pouco, mas também nunca tinha visto algo igual antes." (Pág. 71)
Preço caro é erro indecoroso. Caro já significa de preço elevado. O correto é dizer que o produto está caro ou o preço está alto, exagerado, excessivo (o que não é nenhuma novidade hoje em dia).

2. " Haviam certas ovelhas, porém, que demoravam um pouco para levantar . " (Pág. 22)
Não há registro, em nossa literatura, de nenhum outro escritor que tenha empregado haver no plural, com o sentido de existir . Não se pode atribuir a culpa ao revisor, uma vez que esse modelo de concordância aparece mais de dez vezes em todo o livro.
Demorar , no sentido de tardar, custar , usa-se com a, e não com para: Demorou a retornar à casa dos pais .
Levantar é sinônimo de erguer; levantar-se é que significa pôr-se de pé.

3. " Há dois dias atrás você disse que eu nunca tive sonhos de viajar." (Pág. 86)
A impressão que fica é que PC adora brincar de escrever português. Qualquer pessoa com dois dedinhos de leitura descontraída sabe que há e atrás não combinam.
"Há dois dias atrás" é expressão redundante, pois a idéia de passado já está contida no verbo haver, sendo desnecessário o uso do advérbio atrás . A excrescência também ocorre nas páginas 103, 133, 161, 210, 242...

4. "O teto tinha despencado há muito tempo, e um enorme sicômoro havia crescido no local que antes abrigava a sacristia." (Pág. 21)
" Fazia aquilo há anos, e já sabia o horário de cada pessoa." (Pág. 76)
Definitivamente o verbo haver é uma enorme pedra no sapato do nosso alquimista. Quando o verbo haver é usado com outro no tempo imperfeito (ou mais-que-perfeito), emprega-se havia , e não há : "Quando você chegou, eu já estava na sala havia cinco minutos". (Arnaldo Niskier)
O mesmo erro encontra-se ainda nas páginas 22, 83, 133, e 157...

5. "Em 1973, já desesperado com a ausência de progresso, cometi uma suprema irresponsabilidade. Nesta época eu era contratado pela Secretaria de Educação de Mato Grosso..." (Pág. 08)
Nesta época refere-se ao período em que o escritor estava escrevendo, e não a 1973. Nessa é que se usa com referência a tempo passado ou futuro. Naquela seria outra opção ajuizada. Os erros se repetem nas páginas 50, 54, 77, 119, 143, 238...

6. "— Então, nas Pirâmides do Egito, — ele falou as três últimas palavras lentamente, para que a velha pudesse entender..."(Pág. 37)
O verbo falar é intransitivo (não pede complemento); o verbo dizer é que se usa transitivamente. Falar só se usa com objeto em expressões como falar verdade, falar inglês, francês, etc.
Veja outros casos em que o verbo falar foi usado indevidamente:
" Por isso lhe falei que seu sonho era difícil." (Pág. 38)
"O velho, entretanto, insistiu. Falou que estava cansado, com sede..." (Pág. 42)
Antes da palavra que , usa-se dizer , e não falar.

7. "E quero que saiba que vou voltar. Eu te amo porque..." (Pág. 189)
Fazer alquimia com as pessoas de tratamento, parece ser a diversão preferida de Paulo Coelho. O próximo exemplo é ainda mais dramático:
"— Eu te amo porque tive um sonho... Eu te amo porque todo o Universo conspirou para que eu chegasse até você ." (Pág. 190)
Sei que é covardia comparar PC com um dos clássicos de nossa literatura. Mas confesso que não resisti à tentação. Compare este trecho de Machado de Assis, extraído de Dom Casmurro: "Aqui tendes a partitura, escutai-a, emendai-a, fazei-a executar, e se a achardes digna das alturas, admiti-me com ela a vossos pés..."

8. "Por isso costumava às vezes ler... ou comentar sobre as últimas novidades que via nas cidades por onde costumava passar." (Pág. 22)
Não se diz comentar sobre alguma coisa , mas sim comentar alguma coisa: "Todos comentavam o desastre." (Aurélio)
Dizer últimas novidades é chover no molhado. Novidade já pressupõe algo novo ou acontecimento recente. Não vou dizer que a expressão às vezes deveria estar entre virgulas, para não me tacharem de ranzinza. Veja outros deslizes semelhantes:
"O pastor contou dos campos de Andaluzia, das últimas novidades que viu nas cidades onde visitara." (Pág.24)
" A gente sempre acaba fazendo amigos novos , e não precisa ficar com eles dia após dia."(Pág. 40)
"O alquimista enfiou a mão dentro do buraco , e depois enfiou o braço até o ombro." (Pág. 184)
Últimas novidades... fazer amigos novos.. . enfiar dentro... Por que será que os alquimistas gostam de fazer isso com a gente? Por quê?!

9. " Todos os dias o rapaz ia para o poço esperar Fátima." (Pág. 157)
A preposição a indica deslocamento rápido, provisório; para, permanência definitiva: Quem vai à praia vai passear; quem vai para o litoral vai morar lá.

10. "Entretanto, à medida em que o tempo vai passando, ... " (Pág. 47)
Não existe a expressão à medida em que , mas sim à medida que.

11. "O rapaz deu uma desculpa qualquer para não responder aquela pergunta."(Pág. 25)
"Então ele sentiu uma imensa vontade de ir até lá, para ver se o silêncio conseguia responder suas perguntas." (Pág. 161)
Quem responde responde a alguma coisa: ( responder àquela pergunta, responder a suas (ou às suas ) perguntas)

12. "O rapaz assistiu aquilo tudo fascinado." (Pág. 207)
O verbo assistir no sentido de observar exige a preposição a. A expressão àquilo tudo equivale a a tudo aquilo.

13. "Mas tinha a espada em sua mão." (Pág. 175)
"...Um cavaleiro todo vestido de negro, com um falcão em seu ombro esquerdo." (Pág. 173)
Não se emprega o possessivo quando se trata de parte do corpo, qualidade do espírito ou peças do vestuário. Nesse caso, usa-se apenas o artigo: (na mão, no ombro).

14. "A menina ficava deslumbrada quando ele começava a lhe explicar que as ovelhas devem ser tosquiadas de trás para frente ." (Pág. 41)
"— Daqui para frente você vai sozinho — disse o Alquimista." (Pág. 229)
A expressão correta é para a frente (sempre com a presença do artigo). Qualquer gramática elementar registra isso.

15. " Ao invés de encontrar um homem santo, porém, o nosso herói entrou numa sala e viu uma atividade imensa..." (Pág. 58)
" Ao invés do aço ou da bala de fuzil, ele foi enforcado numa tamareira também morta." (Pág. 178)
A locução ao invés de só se usa quando há idéias opostas; significa ao contrário de : A o invés de atacar, o time só joga na retranca. Quando as alternativas não são contrárias, utiliza-se em vez de, que quer dizer em lugar de: Em vez de jogar com dois atacantes, o time jogou apenas com um.

16. "Tinham-se passado onze meses e nove dias desde que ele havia pisado no continente africano." (Pág. 95)
O verbo pisar é transitivo direto; rejeita, pois, a preposição em . (Corrija-se para: ...havia pisado o continente )
"O chão estava coberto com os mais belos tapetes que já havia pisado , e do teto pendiam lustres de metal amarelo trabalhado, coberto de velas acessas ." (Pág. 167)
Aqui o verbo pisar foi empregado corretamente. O exemplo só perde o brilho devido ao erro que aparece na última palavra. É culpa do revisor.

17. "Quase ia falando do tesouro, mas resolveu ficar calado. Senão era bem capaz do árabe querer uma parte..." (Pág. 65)
Na linguagem escorreita não se usa capaz por provável (nem possível ), fato comum na comunicação descontraída, em portas de botequins: (...era bem provável que o árabe quisesse ).

18. "A África ficava a apenas algumas horas da Tarifa." (Pág. 43)
"Ah, se eles soubessem que a apenas duas horas de barco existem tantas coisas dife- rentes." (Pág. 71)
"Estamos há apenas duas horas da Espanha." (Pág. 65 )
O advérbio apenas não deve ficar entre a preposição e o termo regido.Corrija-se para apenas a.
Não se deve dizer da Tarifa , como está no primeiro exemplo, e sim de Tarifa. Com exceção de Cairo, Rio de Janeiro e Porto, nomes de cidade não exigem artigo.
A presença da palavra há exercendo o papel de preposição, no terceiro exemplo, é um pecado inominável. Não é coisa de gente sóbria.
Desculpe-me de minha franqueza, meu prezado alquimista, mas quem redige dessa maneira não deve ter a menor consideração para com seus leitores.

19. " Já não havia mais a esperança e a aventura..." (Pág. 79)
O uso simultâneo de já e mais constitui redundância. Elimine um dos dois termos, e a oração ficará irrepreensível.
"Se a gente não for como elas esperam ficar, chateadas." (Pág. 40)
Tarefa ingrata é tentar descobrir o sentido dessa frase. Cabeça de mago e bumbum de criança sempre têm coisas estranhas, muito estranhas...

20. " ‘O pipoqueiro' , disse para si mesmo, sem completar a frase." (Pág. 55)
Ora, se a frase não foi concluída, então a expressão deve terminar com reticências. Pois a função dos três pontos é exatamente indicar a omissão intencional de uma coisa que se devia ou podia dizer:
Correção: "O pipoqueiro..."

21. "Depois de vencidos os obstáculos, ele voltava de novo..." (Pág.113)
Obstáculos não se vencem; superam-se. Os desafios é que são vencidos.

22. "E que tanto os pastores, como os marinheiros, como os caixeiro-viajantes , sempre conheciam..." (Pág. 26)
Nas palavras compostas por substantivo + adjetivo, flexionam- se os dois elementos.

23. " Assim que sentaram na única mesa existente, o Mercador de Cristais sorriu." (Pág. 78)
Sentar na mesa deve ser muito engraçado mesmo. Os alquimistas, assim como os políticos, talvez tenham por hábito sentar na mesa. Pessoas normais, contudo, sentam-se à mesa.

24. "Naquela época não havia imprensa... Não havia jeito de todo mundo tomar conheci-mento da Alquimia." (Pág. 133)
Devemos empregar todo o e toda a quando essas expressões equivalerem a o...inteiro e a...inteira: Não havia jeito de o mundo inteiro tomar conhecimento da Alquimia. Todo e toda (sem o artigo) significa qualquer. Toda gramática ensina isso.

25. "A visão logo sumiu, mas aquilo lhe deixou sobressaltado." (Pág. 162)
Segundo mestre Aurélio, o verbo deixar no sentido de "fazer que fique (em certo estado ou condição); tornar é transitivo direto: Deixei-o alegre; A transação deixou-o rico".
Na página 167, PC escreveu com rara sobriedade: "O que viu deixou -o extasiado".

26. " Para quê tanto dinheiro?" (Pág. 203)
O acento só se justificaria se o que estivesse no final da frase: "Tanto dinheiro para quê ?".

27. "Mas de repente a vida me deu dinheiro suficiente, e eu tenho todo o tempo que preciso." (Pág. 100)
Na linguagem apurada, o verbo precisar não abre mão da preposição de: (todo o tempo de que preciso ), a menos que ele venha antes de infinitivo.
Sem querer me parecer ranheta, acho que "de repente" ficaria bem entre vírgulas. É só uma questão de estilo...

28. "As pessoas preferem casar suas filhas com pipoqueiros do que com pastores." (Pág. 49)
O correto é preferir uma coisa a outra , e nunca do que outra. (Corrija-se para: ...pipoqueiros a casá-las com pastores .)

29. "Então os guerreiros viviam apenas o presente... e eles tinham que prestar atenção em muitas coisas." (Pág. 164)
"No presente é que está o segredo; se você prestar atenção no presente, poderá melhorá-lo." (Pág. 166)
Presta-se atenção a alguém ou a alguma coisa, e não em.

30. "Ninguém disse qualquer palavra enquanto o velho falava." (Pág. 170)
"O camelos são traiçoeiros: andam milhares de passos, e não dão qualquer sinal de cansaço." (Pág. 181)
Qualquer se usa nas orações declarativas afirmativas; nas negativas, usam-se nenhum e suas variações: " Veio duma cidade qualquer , sua vida não foi boa nem má; foi como a dos homens comuns, a dos que não fizeram nenhum destino..." (Cecília Meireles)

31. "A velha pediu para que ele repetisse o juramento olhando para a imagem do Sagrado Coração de Jesus." (38) (Correção: ... pediu que ele ...)
"... Pediu para lhe mostrar onde morava Fátima." (Pág. 189 ) (Correção: Pediu que lhe mostrasse ...)
Seguindo a gramática à risca, pedir para só se usa para solicitar licença, permissão ou autorização. Nos demais casos, usa-se pedir que : "Minha mãe ficou perplexa quando lhe pedi para ir ao enterro". (Machado de Assis) / " Pedira delicadamente que não se deixasse exposto à vista nada de valor". (Carlos Drumond de Andrade).

32. "— Podemos chegar amanhã nas Pirâmides..." (Pág. 66)
"O rapaz se aproximou de uma mulher que havia chegado no poço..." (Pág. 150)
"Chegou na pequena igreja... quando já estava quase anoitecendo." (Pág. 245)
Chegar em um lugar é regência dominante na fala brasileira e é encontradiça em alguns escritores medíocres ou sem muita expressão no meio literário, salvo raríssimas exceções.
Verbos de movimento exigem a , e não em: Chega-se sempre, e bem, a algum lugar. O único caso em que se pode empregar em com chegar é na referência a tempo: chegar em cima da hora .
É muito comum a expressão chegar em casa. Os escritores de boa nota, contudo, preferem chegar a casa: "Ao chegar a casa, Tavares encontrou a irmã preocupada". (Dias Gomes)

33. "— Por que quis me ver? — disse o rapaz." (Pág. 180)
"— E por que o deserto ia contar isto a um estranho, quando sabe que estamos há várias gerações aqui? — disse outro chefe tribal." (Pág. 168)
Quando há uma pergunta, no discurso direto, o sensato é empregar um destes verbos: indagar, perguntar, interrogar...

34."Mas as crianças sempre conseguem mexer com os animais sem que eles se assustem. Não sei porquê . " (Pág. 36 ) (Correção: Não sei por quê. )
"E por que ?" (Pág. 56 ) (Correção : E por quê? )
"Até que um deles, o mais velho (e o mais temido), perguntou porque o cameleiro estava tão interessado em saber o futuro." (Pág. 165 ) (Correção: ...por que o cameleiro...)
"Não pergunte porquê ; não sei." (Pág. 209 ) (Correção: Não pergunte por quê;... )
Entre muitas outras coisas, Paulo Coelho também não domina o uso dos porquês.
Veja como mestre Salomão Serebrenick elucida o caso sem magia nem bruxaria, no seu fabuloso livro 70 Segredos da Língua Portuguesa:
"A melhor norma prática a seguir é esta: só juntar os dois elementos num único caso — quando se tratar de uma resposta ou de uma explicação; nos demais casos, que constituem a grande maioria, separar os dois elementos.
Em final de frase, acentua-se o e: Já sei por quê. Também se acentua quando se trata de substantivo: É bom conhecer o porquê das coisas ."

35. "Eu lhe ensinarei como conseguir o tesouro escondido. Boa tarde ." (Pág. 51)
O verbo ensinar merece atenção muito especial. Quando se ensina algo a alguém, temos: O professor ensinou- lhe a lição. Quando se ensina alguém a fazer algo, temos: O professor ensinou- o a ler e escrever.
No segundo caso, temos um erro quase que insignificante. Mas não nos esqueçamos de que a língua é feita de detalhes: os cumprimentos bom-dia, boa-tarde e boa-noite só se constroem com hifem. É uma pena que certos alquimistas não estejam preocupados com essas coisas miúdas: o negócio deles é encontrar a pedra filosofal. Aposto que nem querem saber se hifem é variante de hífen. O vernáculo para eles está em último plano.

36. "Mas o comerciante finalmente chegou e mandou que ele tosquiasse quatro ovelhas." (Pág. 25)
O verbo mandar na acepção de ordenar rege o pronome oblíquo o . No entanto, se o infinitivo for um verbo transitivo, como no caso em questão, é admissível também o pronome lhe. Segundo Celso Luft, também é correto construir: mandou-o (ou mandou-lhe) que tosquiasse as quatro ovelhas. Assim, PC teria quatro motivos para não pecar:
a) ...mandou-o que tosquiasse...
b) ...mandou-lhe que tosquiasse...
c) ...mandou-o tosquiar...
d) ...mandou-lhe tosquiar...
Todos sabemos que consultar um dicionário de regência verbal não é tão divertido quanto separar nuvens com a força da mente (ou fechar os olhos e viajar pelos campos de Andaluzia...), MAS APRENDEM-SE COISAS INSUSPEITAS.
REMATE: O enredo do livro O ALQUIMISTA é interessante. Isso nos faz entender por que PAULO COELHO é um dos dez escritores mais lidos em todo o mundo. Li a versão em inglês, e fiquei encantado. Com certeza, ele faz jus a todos os prêmios que tem recebido até aqui. Mas uma coisa precisa ficar bem clara: enquanto PAULO COELHO não permitir que suas obras sejam revisadas por pessoas competentes, jamais será reconhecido, no Brasil, como um grande escritor, porque definiti- vamente nosso mago vendedor de livros não conhece o idioma em que se exprime. E digo mais: se continuar atropelando nossa tão maltratada língua, sempre haverá alguém com motivo de sobra para escrever frases como esta: "Podia haver prêmios literários conferidos a escritores para que não escrevessem." (Afonso Lopes Vieira, Nova Demanda do Graal , pág. 319 )
* Prof. J. Milton Gonçalves — autor dos livros GAFES ESPORTIVAS e TIRA-TEIMAS DE PORTUGUÊS — MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL —Tel.: (0**18) 271- 2128.
FAZ REVISÃO EM PUBLICAÇÕES DE LÍNGUA INGLESA E DE LÍNGUA PORTUGUESA



Com Vocês minha musa na literatura...

5.12.06

Língua
Caetano Veloso

Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódias E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à míngua "Minha pátria é minha língua" Fala mangueira! Fala! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas E o falso inglês relax dos surfistas Sejamos imperialistas Vamos na velô da dicção choo choo de Carmen Miranda E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate E - xeque-mate - explique-nos Luanda Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo Sejamos o lobo do lobo do homen Adoro nomes Nomes em à De coisas como Rã e Imã Nomes de nomes Como Scarlet Moon Chevalier Glauco Matoso e Arrigo Barnabé e maria da Fé e Arrigo barnabé Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? Incrível É melhor fazer um canção Está provado que só é possível Filosofar em alemão Se você tem uma idéia incrível É melhor fazer um canção Está provado que só é possível Filosofar em alemão Blitz quer dizer corísco Hollyood quer dizer Azevedo E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo Meu medo! A língua é minha pátria E eu não tenho pátria: tenho mátria E quero frátria Poesia concreta e prosa caótica Ótica futura Samba -rap, chic-left com banana Será que ela está no Pão de Açúcar? Tá craude brô você e tu lhe amo Qué queu te faço, nego? Bote ligeiro Nós canto-falamos como que inveja negros Que sofrem horrores no gueto do Harlem Lívros, discos, vídeos à mancheia E deixe que digam, que pensem e que falem
Língua Portuguesa
Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Seção...BlOgAdO

Janis Lyn Joplin



(19 de janeiro de 1943 - 4 de outubro de 1970): cantora norte-americana de blues, influenciada pelo rock e pelo soul com uma voz marcante e que também chegou a compor. Joplin lançou quatro álbuns, desde 1967 até o lançamento póstumo em 1971.
Janis nasceu na cidadezinha de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith e Big Mama Thornton e cantando no côro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.
Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. Janis sempre bebeu muito em toda sua carreira, e sua preferida era a bebida Southern Comfort. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde.
Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother and The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.
O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterrey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. Seu álbum de 1968 "Cheap Thrills" fez o nome de Janis.
Ao sair da banda Big Brother, Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou em I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969). O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas Me and Bobby McGee (de Kris Kristofferson), e Mercedes-Benz, escrita pelo poeta beatnik Michael McClure.
Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, na cidade de Westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico numa cerimônia. O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler no papel de Janis Joplin, baseou-se em sua vida.
Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.

Links externos

Janis Joplin official site , em inglês.
Quero mais BRASIL!
Esta bandeira é sua. Este País é seu!



Coldplay

Ao vivo no Pavilhão Atlântico de Lisboa, em 2005
Origem
Londres
País
Inglaterra, Reino Unido
Período
1998 - atualmente
Gênero(s)
Rock, Britpop, Alternative rock
Gravadora(s)
Parlophone
Integrantes
Chris MartinJon BucklandGuy BerrymanWill Champion
Ex-Integrantes
Site oficial
Coldplay.com
Coldplay é uma banda de rock pós-britpop formada em 1998 em Londres, Inglaterra, conhecida por suas melodias roqueiras e letras introspectivas.
O Coldplay possui uma sonoridade próxima a de outros artistas como Radiohead, Oasis, Jeff Buckley e Travis. Outras influências são U2, R.E.M, Pink Floyd, John Lennon, The Smiths, Sparklehorse, The Stone Roses, Tom Waits, The Flaming Lips, Neil Young, Echo and the Bunnymen e, mais recentemente, Johnny Cash e Kraftwerk. Antes de sua morte, Cash foi de fato convidado pela banda a gravar uma música pendente, mas não teve a oportunidade de fazê-lo.
Desde o lançamento de A Rush of Blood to the Head, seu segundo disco, o Coldplay tem também apoiado várias causas políticas. Eles têm advogado pela campanha "Make Trade Fair" da Oxfam e pela Anistia Internacional. A banda também participou de vários projetos de caridade como o "Band Aid 20", o "Live 8" e o "Teenage Cancer Trust". Chris Martin também protestou contra a invasão do Iraque e apoiou John Kerry.

1 História
2 Membros
3 Discografia
3.1 Álbuns de Estúdio
3.2 Singles
3.3 Álbuns ao Vivo
3.4 EPs
4 Ligações externas


História
Em abril de 1999, Coldplay lançou o single "Brothers & Sisters" com a gravadora Fierce Panda. Devido a isto, a Revista New Musical Express elogiou Coldplay como uma das melhores bandas de 1999.
O lançamento do primeiro EP, "Safety", foi usado para intenção inicial, quando Debs Wild, da Universal Record, deu a cópia do CD à Give Keeling, da Parlophone Record e a Caroline Ellery, da BMG Publishing. A banda assinou contrato com as duas companhias no verão de 1999.
"Safety" e "Brothers & Sisters" abriram caminho para outro EP, "The Blue Room", lançado em outubro de 1999. Com uma nova gravadora, a Parlophone, Coldplay começou a tocar em vários festivais de música. Coldplay lançou seu primeiro álbum, Parachutes, em julho de 2000. As músicas "Yellow" e "Trouble" ganharam popularidade nas rádios da Europa. Somente no Reino Unido, venderam mais de 1,6 milhões de cópias.
Tendo sucesso na Europa, Coldplay embarcou para os Estados Unidos. O álbum foi um sucesso na América do Norte, com boas críticas dos norte-americanos e ganharam o Grammy na categoria de melhor álbum alternativo em 2002.

Ao vivo em Lisboa, no Pavilhão Atlântico em 2005
Os integrantes do Coldplay regressaram aos estúdios de gravação em outubro de 2001 para trabalhar em um segundo álbum. Com dificuldades de tempo, lançaram seu segundo álbum em agosto de 2002, A Rush of Blood to the Head foi considerado como um amadurecimento musical por parte do grupo. Receberam melhores críticas e venderam mais cópias do que Parachutes. Destaque para as músicas "In My Place", "The Scientist" e "Clocks". A Rush Of Blood To The Head ganhou dois prêmios Grammy em 2003 e outro em 2004.
A banda fez uma turnê mundial de junho de 2002 a setembro de 2003. Aproveitando a turnê, gravaram um CD e DVD ao vivo em Sidney, Austrália, chamado Live 2003.
X&Y é o terceiro álbum da banda britânica Coldplay, lançado em diversos países no final de Junho de 2005. O primeiro single do álbum, "Speed of Sound", foi lançado em CD dia 23 de Maio de 2005. O álbum chegou ao topo da UK Album Chart com 464.471 cópias vendidas na primeira semana, ficando em segundo lugar no ranking. O álbum também fez sucesso nos Estados Unidos, vendendo cerca de 737.000 na primeira semana.
Chris Martin disse que o nome do álbum "X&Y" é uma referência aos pontos altos e baixos da vida no seu dia-a-dia. Martin disse "Meu dia inteiro é uma mistura de otimismo e pessimismo nas suas mais extremas formas. E isso que é X&Y para mim. São dois lados. Eu gosto do fato que elas são letras muito fortes, muito claras”.
Apesar do sucesso repentino da banda, eles têm se mantido muito protetores de suas música e como ela é usada na mídia. Eles permitem que sua música seja usada no cinema, televisão e campanhas promocionais como o trailer do filme Peter Pan. Porem, a banda tem sido muito inflexível com o uso de suas músicas em propagandas publicitárias. Eles já recusaram contratos milionários da Gatorade, Diet Coke, e The Gap, que queriam usar as músicas “Yellow”, “Trouble”, e “Don’t Panic” respectivamente. Segundo Chris, “Nós não conseguiríamos conviver com isso, se vendêssemos o significado da música assim”.

Ao vivo em Lisboa, no Pavilhão Atlântico em 2005

Membros
Chris Martin - voz, piano/teclado, guitarra
Jon Buckland - guitarra base, violão, gaita, segunda voz
Guy Berryman - baixo, sintetizador, gaita, segunda voz
Will Champion - bateria/percussão, piano, segunda voz

Discografia

Álbuns de Estúdio
2000 Parachutes
2002 A Rush of Blood to the Head
2005 X&Y
2006 Castles

Singles
Do EP "Brothers & Sisters":
Brothers & Sisters
Do álbum "Parachutes":
2000 Shiver
2000 Yellow
2000 Trouble
2001 Don't Panic - somente na Europa
Do álbum "A Rush Of Blood To The Head":
2002 In My Place
2002 The Scientist
2002 Clocks
2003 God Put A Smile Upon Your Face - somente na Europa, exceto o Reino Unido
Do álbum "X&Y":
2005 Speed Of Sound
2005 Fix You
2005 Talk
2005 The Hardest Part (Lançamento de rádio e videoclipe por enquanto)

Ao vivo em Lisboa, no Pavilhão Atlântico em 2005

Álbuns ao Vivo
2003 Live 2003
2005 Live X&Y

EPs
1999 Safety
1999 Brothers & Sisters
1999 The Blue Room
2000 Trouble - ao vivo, gravado na Noruega
2000 Sparks
2003 Clocks - ao vivo, gravado na Holanda

Ligações externas

Commons
Wikiquote
Site Oficial
Coldplay Rocks the US for Make Trade Fair
Coldplay - Amnesty International
Letras das músicas
Acesse o link acima e fique por dentro de uma produtora de entretenimento especializada em eventos étnicos de vanguarda.
Por sua liberdade e amizade, publico o texto abaixo que abriu o meu primeiro livro "Coisas do Umbigo e do Universo" no ano de 1993.
Com vocês um pequeno texto de Marco A. Carrara...

Chorando risos por onde eu piso
Bradando calado por onde eu passo
Flertando o céu e a terra
Por entre as telas
Mas belas e meras
Poderei ainda vê-las e tê-las.
O ser humano é um bicho louco
Por tão pouco se aniquila,
Fica frio e arredio,
Mesmo estando no cio
Inventa casos e lorotas
Não quer ninguém à sua porta.
Prefere o ócio e a tristeza,
Não às cartas na mesa;
Estou à margem,
Inadequado e só!

4.12.06

Iggy Pop

LEONARD COHEN
Mais psicodelia...

Coisas do Youtube...

Imagens psicodélicas

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Lançando agora ATEMPORAL, seu segundo CD


Arrigo Barnabé

(Londrina PR, 1951).

Cursou Música na ECA/USP, entre 1974 e 1979, mas não chegou a concluir a faculdade. Em 1976 um trecho de sua música Clara Crocodilo passou a integrar a trilha sonora do filme A Ilha das Cangaceiras Virgens, de Roberto Mauro. Conquistou o primeiro lugar, em 1979, no Festival Universitário da TV Cultura, com a canção Diversões Eletrônicas, em São Paulo SP. Em 1980 ocorreu a gravação do disco Clara Crocodilo, por selo independente. No mesmo ano ganhou o prêmio de Melhor Arranjo no Festival Tupi com a canção Sabor de Veneno. Na década de 1980 compôs trilhas sonoras para filmes, entre os quais Janete, de Chico Botelho, e Tensão no Rio, de Gustavo Dahl. Recebeu, em 1981, o prêmio Revelação, categoria Música Popular, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Seu disco Tubarões Voadores saiu em 1984; três anos depois foi lançado Suspeito. Em 1988 foi ator, compositor das músicas e co-autor, com Hamilton Vaz Pereira, da peça O Máximo; em 1990 compôs a canção Remorso para a pseudo-ópera Gigante Negão. Participou, em 1998, no projeto Rumos Musicais, do Instituto Itaú Cultural, como anfitrião, convidando três parceiros paranaenses: Carlos Careqa, Chico Mello e Sidney Giovenazzi. Para a crítica Marília Pacheco Fiorillo, Arrigo Barnabé "e sua banda Sabor de Veneno são os responsáveis pela maior combustão criativa na música popular brasileira de hoje - combustão levada a efeito com profissionalismo, competência e muito humor. E com um lastro até então sem registro na MPB - o insólito casamento do apelo popular com música instrumental erudita.".


NASCIMENTO
1951 - Londrina PR
LOCAIS DE VIDA/VIAGENS
1952/1968 - Londrina PR
1969 - Curitiba PR
1970/1993 - São Paulo SP
1994 - Londrina PR
1995 - São Paulo SP
FORMAÇÃO
1971/1973 - São Paulo SP - Curso de Arquitetura na FAU/USP (incompleto)
1974/1979 - São Paulo SP - Curso de Música na ECA/USP (incompleto)

CONTATOS/INFLUÊNCIAS
Influência da poesia de Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Baudelaire e da linguagem de histórias em quadrinhos
Convivência com Augusto de Campos, Carlos Renó, Itamar Assumpção, Luiz Gê, Passoca, Paulinho da Viola, Rita Lee, Robinson Borba, Tetê Espíndola
Co-autorias: Bozo Barretti, Eduardo Gudin, Hermelino Neder, Paulo Barnabé, Ricardo Porto, Roberto Riberti

ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS
1976 - Rio de Janeiro RJ - Trecho da música "Clara Crocodilo" integra a trilha sonora do filme A Ilha das Cangaceiras Virgens, de Roberto Mauro (Manaus Filmes/Servicine)
1980 - São Paulo SP - Gravação do disco Clara Crocodilo (Produção Independente)
1980 - São Paulo SP - Show no Auditório Augusta
1983 - São Paulo SP - Composição da trilha sonora do filme Janete, de Chico Botelho (Tatis Filmes/Embrafilme)
1983 - Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Bahia, Distrito Federal - Turnê pelo Projeto Pixinguinha
1983 - Rio de Janeiro RJ - Composição da trilha sonora do filme Tensão no Rio, de Gustavo Dahl (Sombra Cinema e Comunicação)
1984 - São Paulo SP - Gravação do disco Tubarões Voadores (Grav. Ariola)
1984 - São Paulo SP - Show Tubarões Voadores, no Sesc-Pompéia
1985 - Rio de Janeiro RJ - Participação no filme Nem Tudo É Verdade, de Rogério Sganzerla (R.S. Prod. Cinemat.)
1986 - São Paulo SP - Composição da trilha sonora do filme Vera, direção de Sérgio Toledo Segall
1986 - São Paulo SP - Roteirista, ator e compositor da trilha sonora do filme Cidade Oculta, com Chico Botelho (Grav. Orion/Secretaria da Cultura do Estado)
1987 - São Paulo SP - Gravação do disco Suspeito
1988 - São Paulo SP - Ator, compositor das músicas e co-autor com Hamilton Vaz Pereira da peça O Máximo
1990 - São Paulo - Composição da canção "Remorso" para a pseudo-ópera Gigante Negão
1996 - São Paulo SP - Show integrante do ciclo Canção Paulista, no Instituto Itaú Cultural
1997 - São Paulo SP - Participação na série de documentários Mapas Urbanos, direção de Daniel Augusto, exibido em agosto/98 na TV paga GNT
1998 - São Paulo SP - Participação no projeto Rumos Musicais, do Instituto Itaú Cultural, como anfitrião, convidando três parceiros paranaenses: Carlos Careqa, Chico Mello e Sidney Giovenazzi

HOMENAGENS/TÍTULOS/PRÊMIOS
1979 - São Paulo SP - Primeiro lugar no Festival Universitário da TV Cultura com a canção "Diversões Eletrônicas"
1979 - São Paulo SP - Prêmio de Melhor Arranjo no Festival Tupi com a canção "Sabor de Veneno"
1981 - São Paulo SP - Prêmio revelação, categoria Música Popular, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte
1983 - Gramado RS - Prêmio Trilha Sonora do filme Janete no Festival de Gramado
1984 - São Paulo SP - Prêmio Governador do Estado pela trilha sonora do filme A Estrela Nua
1985 - São Paulo SP - Prêmio de Melhor Música para a peça Santa Joana, concedido pela Apetesp
VERSÕES/ADAPTAÇÕES
1981 - São Paulo SP - Coreografia de Lala Deheizelin baseada nas músicas do disco Clara Crocodilo
1983 - São Paulo SP - Concerto Saga de Clara Crocodilo, com a Orquestra Sinfônica Jovem Municipal, regência de Jamil Maluf, no Masp


GÊNEROS
Canção Popular


LEITURAS CRÍTICAS
"Quando ele entra, gingando e descabelado, para dar partida num de seus shows, o espectador de primeira viagem pode pensar que se trata de mais um jovem líder de outro juvenil e envenenado conjunto. Mas Arrigo Barnabé, 29 anos, oito de formação musical escolar e pelo menos dezoito de autodidatismo tão voraz quanto desordenado, acaba invariavelmente seus shows provocando um torcicolo em qualquer expectativa apressada. Porque ele e sua banda Sabor de Veneno são os responsáveis pela maior combustão criativa na música popular brasileira de hoje - combustão levada a efeito com profissionalismo, competência e muito humor. E com um lastro até então sem registro na MPB - o insólito casamento do apelo popular com música instrumental erudita. ´Arrigo Barnabé, talvez o único artista de real interesse que pintou na década de 70´, segundo o maestro Júlio Medaglia, crítico catastrofista da atual fase da música popular brasileira."
Fiorillo, Marília Pacheco [1981]. Arrigo, o desbravador: ele mistura música erudita e história em quadrinhos, provocando com prazer o ouvido popular. Veja, p.46.

"Língua"
(...)
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisas como rã e imã, imã, imã...
Nomes de nomes como Scarlet Moon De Chevalier,
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé e Maria da Fé e Arrigo Barnabé
(...)
Veloso, Caetano [1984]. In: ___. Caetano Veloso: songbook. 4.ed. v.1, p.79.


FONTES DE PESQUISA
FIORILLO, Marília Pacheco. Arrigo, o desbravador: ele mistura música erudita e história em quadrinhos, provocando com prazer o ouvido popular. Veja, São Paulo, p.46, 7 jan. 1981
VELOSO, Caetano. "Língua." In: ___. Caetano Veloso: songbook. Ed. Almir Chediak. 4.ed. Rio de Janeiro: Lumiar, s.d. v.1, p.79.
WISNIK, José Miguel. Arrigo: dodecafônico com balanço. Folha de S. Paulo, São Paulo, n.432. Folhetim. Suplemento, 28 abr. 1985. p.5.



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MPB Net






















Seria um CRIME e não um CASTIGO deixar de conhecer
o psicodélico autor acima...
Com Vocês... O Veneno Purificador de Glauco Mattoso

Biblioteca Alceu Amoroso Lima
é palco de eventos do
Movimento Poesia Maloqueirista

O espaço temático em poesia da Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, recebe, nos meses de novembro e dezembro, uma programação de música, teatro, exposições e literatura coordenada pelo movimento de arte urbana Poesia Maloqueirista.
A abertura acontece no dia 25 de novembro, às 16h com a exposição A Poética na Pintura, que traz tendências de grafite, poesia visual e pop art em pinturas abstratas e fotografias. Na seqüência, apresentações de bandas, como A pequena japonesa (rock performático) e O sarabudja (ritmos africanos e música universal) dividem espaço com declamações de poesias. Uma "batalha de MCs" coordenada pelo DJ Abati Atã e pelo MC Zinho Trindade fecha a noite, transformando o espaço numa grande pista de dança. O repente urbano será um duelo de provocações ritmadas entre os artistas participantes.
O movimento Poesia Maloqueirista nasceu em 2002 como objetivo de lançar publicações sobre arte contemporânea, como a revista Não Funciona, inspirada no poema visual de Oswald de Andrade. O grupo criou, também, o evento itinerante Centro de Ação In-formal (C.A.I-MAL), com base na interação da poesia com outras vertentes artísticas como a música, o audiovisual e as artes plásticas.
Entre os destaque da programação estão um debate sobre o papel da linguagem poética em diferentes vertentes artísticas, como grafite, música e cinema (dia 2 de dezembro); e o 1º Concurso de Poesia Falada Palavra Nenhuma (dia 8 de dezembro) no auditório da biblioteca.
Serviço: Biblioteca Alceu Amoroso Lima. R. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros. Tel.: 3082-5023. Atendimento: 2ª a 6ª, das 8h às 17h; sábado, das 9h às 16h. Grátis
Programação
Dia 25 de novembro
16h - Abertura do evento itinerante C.A.I-MAL Exposição A poética na pintura, com trabalhos dos artistas: Mauro Sérgio, Jerry Batista, Rômulo Alexis, Vini, Mathiza, Gordo, Karol Pinheiro, Davi Tavares e Maximus.Performance de corpo-instalação, com a atriz Juliana Barros17h30 - Cortejo de maracatu com o grupo Baque Bolado na Praça Benedito Calixto Espetáculo de teatro de cordel Carlos Gaudino e o candieiro incendiário, de Carlos Gaudino Preliminares do 1º Concurso de Poesia Falada Palavra Nenhuma Apresentação de bandas alternativas e declamação de poesia. Batalha de MCs.
Dia 2 de dezembro, às 17hAuditórioDebate Outra Margem da Poesia Representantes de várias vertentes artísticas discutem a poesia com base em suas experiências profissionais.Convidados: Carlos Careqa (músico), Pedro Paulo Rocha (cineasta), Mauro Sérgio (grafiteiro), Tiago Vieira (poeta de rua), Marcelino Freire (escritor) e Antônio Vicente Pietroforte (professor do Departamento de Linguística da USP).
Dia 8 de dezembro, às 19h Auditório1º Concurso de Poesia Falada Palavra Nenhuma
Dia 9 de dezembro, às 19hAuditórioSarau MaloqueiristaPoetas convidados: Frederico Barbosa, Marco Pezão, Ana Rusche e Nicanor Jacinto.
Dia 16 de dezembro, às 19hInterferência ModuladaPiso Térreo da BibliotecaProjeto reúne música ao vivo e declamação de poesia. Bandas participantes: Encantadeiras, Experimento Prosótypo e Tranqueiras Líricas, com Marcelo Montenegro e Fábio Brum.
Atualmente o acervo da biblioteca é de 27 mil volumes. Inicialmente o número de títulos da temática em poesia é de 600 livros nacionais e internacionais. Posteriormente, ensaios, críticas e biografias de escritores serão incorporados.
Endereço: R. Henrique Schaumann, 777 Pinheiros - Cep 05413-021 Subprefeitura de PinheirosTel.: 3082-5023Horário: 2ª a 6ª feira das 8h às 17h, permitida a entrada até às 16h30 e sábado das 9h às 16h, permitida a entrada até às 15h30. O Núcleo Temático de Poesia atende de 2ª a 6ª feira das 8h às 19h e sábado das 9h às 16h.Responsável: Ana Teresa Martins de Toledo
Nando Reis

José Fernando Gomes dos Reis, mais conhecido como Nando Reis, (12 de janeiro de 1963) é um cantor, violonista e compositor brasileiro.
Ex-baixista da banda de rock Titãs, emplacou vários sucessos e hoje segue em carreira solo, atualmente acompanhado pela banda Os Infernais. Apaixonado por futebol e principalmente pelo São Paulo, mantém uma coluna semanal sobre este tema no jornal O Estado de S. Paulo.
Nando Reis ficou conhecido como um dos maiores compositores da sua geração, compondo sucessos como "O Segundo Sol" e "Relicário", gravados por Cássia Eller; "Resposta" e "Partida de Futebol", gravados pelo grupo mineiro Skank; "Do seu lado", gravado pelo, tambem mineiro, Jota Quest e "Onde Você Mora?", gravado pelo grupo Cidade Negra. Isso sem falar na vasta coleção de hits compostos durante sua permanencia nos Titãs.

Discografia

1995 12 de Janeiro
2000 Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro
2001 Infernal
2003 A letra A
2004 MTV Ao Vivo - Nando Reis e Os Infernais
2006 Sim e Não - Nando Reis e Os Infernais

Letras de suas Músicas

3 Vezes Tricolor
A Fila
A letra A
A Menina e o Passarinho
A Minha Gratidão É Uma Pessoa
A Urca
All Star
Ao Meu Redor
Bom Dia
Caneco 70
Como Se o Mar
Das Coisas Que Eu Entendo
De Lhe Pra Te
De Mãos Dadas
Dentro do mesmo time
Dessa Vez
Diariamente
Dias Loucos
Do Itaim Para O Candeal
Do Seu Lado
E Tudo Mais
É Uma Partida De Futebol
Ect
Eles Sabem
Espatódea
Eu e Ela
Fiz O Que Pude
Fogo e Paixão
Foi embora
Frases Mais Azuis
Hey Babe
Hoje Mesmo
Infernal
Luz Dos Olhos
Mantra
Marvin
Me Diga
Mesmo Sozinho
Meu Aniversário
Meu Mundo Ficaria Completo(Com Você)
Minhas Amigas
Monóico
My Pledge Of Love(Tradução)
N
Não Vou Me Adaptar
No Recreio
Nos Seus Olhos
Nosso Amor
O Meu Posto
O Mundo É Bão, Sebastião
O Segundo Sol
O Seu Lado De Cá
O Vento Noturno Do Verão
Onde Você Mora?
Os Cegos do Castelo
Para Luzir o Dia
Pétalas
Pomar
Por Onde Andei
Ela Voltar
Quando O Arco-Íris Encontrar O Pote De Ouro
Púpura
Quase que Dezoito
Quem Vai Dizer Tchau
Relicário
Resposta
Sangue Latino

Ligações externas

Letras das músicas
Biografia de Nando Reis no CliqueMusic
Seção...BlOgAdO

Ti m Maia

Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — 15 de março de 1998), é um dos cantores brasileiros mais queridos do público e da classe artística. Começou a compor suas primeiras melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família de 19 irmãos.
Se destacou pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a sua voz carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, vendendo vários discos e emplacando vários sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram até o seu sobrinho, o também cantor Ed Motta.
Viveu nos Estados Unidos entre 1959 e 1964, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado.
Gravou o primeiro disco, Tim Maia, em 1970, por indicação do grupo "Mutantes". Neste disco, obteve sucesso as faixas Primavera, Azul da cor do mar e Eu e você. Até Elis Regina, reconhecendo o êxito de Tim, gravou um disco com músicas de sua autoria, em inglês.
Durante os anos 70, tornava-se cada vez mais famoso com músicas como a dançante Não quero dinheiro (só quero amar), na era discoteca. Teve vários altos e baixos durante a carreira, como o descaso de vários amigos, após sua prisão em Nova York, além de problemas financeiros e, principalmente, drogas.
Foi regravado por vários artistas, como Kid Abelha, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso e recebeu até homenagens por parte de artistas do porte de Caetano Veloso e Jorge Ben Jor (W/Brasil)
Faleceu em 1998, depois de uma semana no hospital, após passar mal em um show, devido a problemas de saúde.

Discografia
Tim Maia ao Vivo II - 1998 - CD
What a wonderful world - 1997 - CD
Só você pra ouvir e dançar - 1997 - CD
Sorriso de criança - 1997 - CD
Pro meu grande amor - 1997 - CD
Amigos do rei - Tim Maia e os Cariocas - 1997 - CD
Os Hinos dos Grandes Clubes Brasileiros Cantados por Feras do Rock e da MPB - Participação, canta o Hino do América - 1996 - CD
Nova era glacial - f1995 - CD
Vou clarear - 1994 - CD
Tim Maia ao vivo - 1992 - CD
Tim Maria interpreta clássicos da bossa nova - 1990 - CD e vinil
Dance bem - 1990 - CD
Carinhos - 1988 - CD e vinil
Somos América - 1987 - CD e vinil
Tim Maia - 1986 - CD e vinil
Tim Maia - 1985 - CD e vinil
Sufocante - 1984 - CD e vinil
Descobridor dos sete mares - 1983 - CD e vinil
Nuvens - 1982 - CD e vinil
Tim Maia - 1980 - CD e vinil
Reencontro 1979 - vinil
Tim Maia disco club / Sossego - 1978 - vinil
Tim Maia - 1978 - CD e vinil
Tim Maia - 1977 - vinil
Tim Maia racional vol2 - 1976 - vinil
Tim Maia - 1976 - CD e vinil
Tim Maia racional - 1975 - vinil
Tim Maia - 1973 - CD e vinil
Tim Maia - 1972 - CD e vinil
Tim Maia - 1971 - CD e vinil
Tim Maia - 1970 - CD e vinil

Tim Maia na mídia
Memória CBN sobre o cantor

Frases Raras

Troque seu hímem por eu homem!

Buarque-se Caetano Veloso




1.12.06


Transmissão de HIV resistente

A história natural da AIDS mudou drasticamente a partir do final de 1995, quando foram lançados no mercado medicamentos altamente eficazes para inibir a multiplicação do HIV. Nos pacientes tratados adequadamente, a infecção pelo vírus deixou de ter seu curso inexorável de infecções de repetição, câncer, caquexia e morte, para adquirir características de infecção crônica, controlável clinicamente. No Brasil, a disponibilidade de medicamentos antivirais distribuídos gratuitamente à população infectada pelo HIV, reduziu drasticamente o número de infecções oportunistas, as internações hospitalares e a mortalidade.É possível, também, que a inibição da carga viral na corrente sangüínea e nas secreções sexuais em grande número de pacientes tratados, esteja colaborando para reduzir os índices de transmissão do vírus nas cidades brasileiras e nos países industrializados. Essa conclusão, no entanto, não está comprovada.Por outro lado, como o HIV é um vírus que apresenta capacidade aparentemente ilimitada de sofrer mutações para escapar de pressões ecológicas, sejam elas criadas pela resposta imunológica individual ou pelas drogas antivirais, a administração de medicamentos de alta eficácia não é garantia absoluta de supressão do vírus nas secreções sexuais.Transmissão de vírus resistentes a determinadas drogas para hospedeiros recém-infectados pelo HIV está documentada há mais de dez anos. A transmissão dessas variantes resistentes está relacionada com a disponibilidade dos medicamentos e a aderência aos esquemas de terapêuticos prescritos.Um estudo suíço demonstrou redução dramática dos índices de transmissão de cepas resistentes do HIV, no período de 1996 a 1999, quando os parceiros sexuais tratados apresentavam carga viral indetectável no sangue. Ao contrário, num estudo conduzido em Abidjan, Costa do Marfim, o acesso limitado aos antivirais responsável pela falta de aderência ao esquema de tratamento conduziu ao aparecimento de vírus com altos índices de resistência às drogas, na população.Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos publicou, no “ The New England Journal of Medicine”, uma análise retrospectiva dos padrões de resistência do HIV adquirido por 377 pessoas recém-infectadas, virgens de tratamento, que adquiriram a infecção entre maio de 1995 e junho de 2000, em dez cidades do país. Os autores também analisaram a associação entre os níveis de resistência do vírus transmitido e a resposta virológica ao tratamento, em 202 desses pacientes posteriormente tratados. No período de 1995 a 1998, a presença de vírus com altos níveis de resistência a uma ou mais drogas antivirais foi detectada em 3,4% dos recém-infectados. Essa freqüência determinada no período de 1999 a 2000, cresceu para 12,4%. Nos 202 pacientes que iniciaram tratamento em seguida, o tempo necessário para tornar a carga viral indetectável no sangue foi dependente da sensibilidade das cepas virais transmitidas. Foram necessários 56 dias de tratamento para suprimir as partículas virais da circulação nos portadores de vírus sensíveis a todos os medicamentos, contra 55 dias nos portadores de vírus resistentes.Embora apenas um dos portadores de vírus resistente a múltiplas drogas não tenha apresentado carga viral indetectável com a instituição do tratamento, a duração da supressão foi substancialmente mais longa naqueles que apresentavam vírus sensíveis.O aumento da freqüência de transmissão de vírus resistentes a uma ou mais drogas documentado nesse e em outros estudos, associado à resposta mais lenta ao tratamento e à duração menor da supressão da carga viral no sangue quando esses pacientes são tratados, dificultam a escolha do esquema antiviral e implicam aumento de custos com exames laboratoriais.É possível que no futuro imediato, o ideal seja testar a sensibilidade do vírus adquirido antes de selecionarmos o esquema antiviral a ser empregado como tratamento inicial, em cada caso.A limitação das opções de tratamento imposta pela transmissão de cepas virais resistentes a uma ou mais drogas, é um complicador que não pode ser menosprezado.Na escolha do tratamento antiviral, é importante que os médicos levem em consideração essa possibilidade, e evitem prescrever esquemas difíceis de serem administrados, insistam com os pacientes para guardar rigorosa aderência ao tratamento e que o Ministério da Saúde mantenha o programa de distribuição gratuita dos antivirais.Mais importante do que todas essas medidas, no entanto, é garantirmos acesso universal aos preservativos. Não basta insistirmos que eles são necessários. Prevenir é mais fácil do que remediar, e custa muito menos.